Como funciona uma operadora virtual
25 GB dá para quê? O que cada giga rende em horas de uso
25 GB dão, no mínimo, 35 horas de vídeo em qualidade média — ou 8 em HD, ou 23 de chamada de vídeo em 720p. São alternativas: cada uma gasta os 25 GB inteiros. O piso vem do teto por hora da Netflix e do requisito de banda do Zoom, que leio como teto.
Giga é vendido em número e gasto em hora
Toda operadora vende franquia em gigabyte. Ninguém usa o celular em gigabyte: a pessoa usa em horas de vídeo, em músicas no caminho do trabalho, em chamadas de vídeo que não dava para ser áudio.
Entre as duas coisas existe uma tradução, e é ela que esta página faz.
Quatro advertências antes dos números, porque elas mudam a leitura de tudo o que vem depois:
As quantidades desta página são alternativas, não somas. Quando eu escrevo que 25 GB dão no mínimo 35 horas de vídeo em qualidade média ou cerca de 350 horas de música, cada um desses números consome os 25 GB inteiros. Somar duas linhas de uma tabela daria duas franquias; somar quatro daria quatro. Quem quiser o mês somado tem uma seção só para isso, a dos três perfis, onde cada item recebe a sua própria fatia do mês.
O consumo varia por aparelho, aplicativo e configuração. A mesma hora de vídeo pode gastar 0,3 GB ou 7 GB dependendo só da qualidade que o app escolheu — e muitos apps escolhem sozinhos, conforme a velocidade da conexão.
Quase todo número desta página é teto, não média. A Netflix publica “até 0,3 GB” e “até 3 GB” por hora. O Zoom publica requisito de banda, que é outra coisa: é o que a conexão precisa ter, e tratá-lo como teto de consumo é leitura minha, não afirmação da empresa. Teto dividido na franquia devolve piso de horas: onde eu escrevo “no mínimo 35 h”, o real pode ser mais, nunca menos — desde que a qualidade seja a da linha. Se o aplicativo subir a qualidade sozinho, ou se o sinal ruim fizer o aparelho repetir o que já baixou, você saiu da linha: o piso que vale passa a ser o da qualidade entregue, não o da que você escolheu. Nas linhas de chamada de vídeo, o piso vale na medida em que o requisito do Zoom sirva de teto. Onde o insumo é aproximado e não teto — os bitrates da Spotify, a mediana de página do HTTP Archive —, eu escrevo “cerca de”, e aí o real pode passar. Não inventei valor típico para nenhum deles.
Nada aqui foi medido por mim. São contas feitas sobre números que as próprias plataformas publicam. Medição em campo na rede da MOVVA é outra coisa: o chip que eu pedi em 20 de outubro de 2026 foi entregue em 27 de outubro, e eu ainda não medi nada com ele.
Quanto cada atividade gasta por hora
A Netflix é a única destas plataformas que publica consumo por hora de reprodução, e publica como teto: “até” 0,3, 0,7, 1, 3 ou 7 GB por hora, por aparelho. Spotify e Zoom publicam outra coisa — bitrate aproximado e requisito de banda —, e eu converto abaixo, mostrando a conta.
A conversão usada em toda a página é decimal: Mbps × 3600 ÷ 8 ÷ 1000 = GB por hora. Um giga aqui são 1.000 MB, não 1.024.
A última linha da tabela é a única que não se mede por hora: navegação se conta por página aberta, que é como o HTTP Archive publica.
Regra de arredondamento, declarada uma vez: arredondo a saída, nunca o insumo. Quando a saída entra em outra conta, a conta roda com o valor cheio, e o valor cheio fica no cabeçalho da linha — é por isso que a música Normal aparece como 43,2 MB por hora, e não 43. A navegação segue a mesma regra: a conta roda com os 2,62463 MB que saem da mediana publicada de 2.624,63 KB, não com 2,6. E a semana roda com 30 ÷ 7 = 4,2857, não com 4,3. Nas linhas de piso, arredondo para baixo: escrever 36 onde a divisão dá 35,71 quebraria o “no mínimo”.
Um detalhe que muda a conta da chamada de vídeo: ela sobe e desce ao mesmo tempo. O requisito publicado pelo Zoom é por direção, então somei subida e descida — é o que sai da sua franquia.
Nos podcasts, a Spotify publica cerca de 96 kbit/s em todos os aparelhos, menos no web player, onde são 128 kbit/s — cerca de 57,6 MB por hora.
| Atividade | Consumo por hora (na navegação, por página) | De onde vem o número |
|---|---|---|
| Vídeo, qualidade Baixa | até 0,3 GB | Netflix publica, por aparelho |
| Vídeo, qualidade Média | até 0,7 GB | Netflix publica |
| Vídeo, Alta em definição padrão (SD) | até 1 GB | Netflix publica |
| Vídeo, Alta em alta definição (HD) | até 3 GB | Netflix publica |
| Vídeo, Alta em 4K (UHD) | até 7 GB | Netflix publica |
| Música, qualidade Baixa (~24 kbit/s) | ~10,8 MB | bitrate aproximado da Spotify, convertido |
| Música, Normal (~96 kbit/s) | ~43,2 MB | bitrate aproximado da Spotify, convertido |
| Música, Alta (~160 kbit/s) | ~72 MB | bitrate aproximado da Spotify, convertido |
| Música, Muito alta (~320 kbit/s) | ~144 MB | bitrate aproximado da Spotify, convertido |
| Podcast (~96 kbit/s) | ~43,2 MB | bitrate aproximado da Spotify, convertido |
| Chamada de vídeo 1:1, qualidade alta | até 0,54 GB | Zoom: requisito de 0,6 + 0,6 Mbps, lido por mim como teto |
| Chamada de vídeo 1:1 em 720p | até 1,08 GB | Zoom: requisito de 1,2 + 1,2 Mbps, lido por mim como teto |
| Chamada de vídeo 1:1 em 1080p | até 3,06 GB | Zoom: requisito de 3,8 + 3,0 Mbps, lido por mim como teto |
| Chamada de vídeo em grupo, 720p | até 1,98 GB | Zoom: requisito de 2,6 + 1,8 Mbps, lido por mim como teto |
| Navegação | ~2,62 MB por página | HTTP Archive, mediana no celular de 2.624,63 KB, crawl de 01/10/2026 |
O que o YouTube publica, e o que ele não publica
O YouTube não publica quanto a reprodução consome por hora. O que ele publica é a taxa de bits recomendada para quem envia vídeo, e a página diz isso com estas palavras: “as taxas de bits abaixo são recomendações para envios”. Ela não diz quanto a reprodução consome, e também não diz que esses números não valham para ela — tratá-los como teto de referência é leitura minha, não afirmação da fonte.
Entrega costuma ser mais econômica que recomendação de envio: compare o 4K do YouTube abaixo, de 15,75 a 20,25 GB por hora, com os até 7 GB por hora que a Netflix publica para 4K. A diferença entre as duas colunas é a diferença entre recomendar um envio e medir um consumo.
Os valores abaixo são de SDR em taxa de quadros padrão (24, 25 ou 30). Em taxa alta (48, 50 ou 60) e em HDR, as recomendações do YouTube são maiores.
Use esta tabela para saber em que ordem de grandeza você está pisando, e a tabela da Netflix para planejar a franquia.
| Resolução | Bitrate recomendado para envio | Equivale, por hora, a |
|---|---|---|
| 360p | 1 Mbps | 0,45 GB |
| 480p | 2,5 Mbps | 1,13 GB |
| 720p | 5 Mbps | 2,25 GB |
| 1080p | 8 Mbps | 3,60 GB |
| 1440p | 16 Mbps | 7,20 GB |
| 2160p (4K) | 35 a 45 Mbps | 15,75 a 20,25 GB |
Quantas horas cabem em cada plano MOVVA
Esta é a tabela que responde à pergunta do título. Cada célula é a franquia dividida pelo consumo por hora da linha — nada além disso. A última linha é a exceção: navegação se mede por página, então ali a divisão devolve páginas, não horas.
De onde vêm os cinco nomes e as cinco franquias: da página 31 do deck institucional da MOVVA, sob o título “Nossos Planos — Sem pegadinhas. Sem asteriscos. Preto no branco.”, onde os cinco planos aparecem com nome, franquia e preço. Conferida em 21 de outubro de 2026. É documento da empresa, sem endereço público e sem data de emissão — confirme na página de contratação antes de pagar.
Como ler: nas linhas marcadas como piso, o insumo é teto — teto publicado, nas de vídeo; nas de chamada, o requisito de banda do Zoom lido por mim como teto —, então a célula é mínimo: “35 h” ali quer dizer “no mínimo 35 h”, com a qualidade travada na da linha. Nas linhas de música e de páginas, o insumo é aproximado, e a célula vai com ”~”.
Leia uma linha de cada vez, não a tabela toda: as linhas são alternativas, não somas. As 35 horas de vídeo em qualidade média e as cerca de 350 horas de música em alta qualidade da coluna do Liberty usam, cada uma, os 25 GB inteiros. Ninguém usa o mês inteiro só ouvindo música — para o mês somado, a seção seguinte.
| Atividade | Start, 10 GB | Plus, 15 GB | Liberty, 25 GB | Max, 35 GB | Ultra, 50 GB |
|---|---|---|---|---|---|
| Vídeo, Baixa (até 0,3 GB/h) — piso | 33 h | 50 h | 83 h | 116 h | 166 h |
| Vídeo, Média (até 0,7 GB/h) — piso | 14 h | 21 h | 35 h | 50 h | 71 h |
| Vídeo, Alta em SD (até 1 GB/h) — piso | 10 h | 15 h | 25 h | 35 h | 50 h |
| Vídeo, Alta em HD (até 3 GB/h) — piso | 3,3 h | 5 h | 8,3 h | 11,6 h | 16,6 h |
| Vídeo, Alta em 4K (até 7 GB/h) — piso | 1,4 h | 2,1 h | 3,5 h | 5 h | 7,1 h |
| Música, Normal (~43,2 MB/h) | ~230 h | ~350 h | ~580 h | ~810 h | ~1.160 h |
| Música, Alta (~72 MB/h) | ~140 h | ~210 h | ~350 h | ~490 h | ~690 h |
| Música, Muito alta (~144 MB/h) | ~70 h | ~100 h | ~170 h | ~240 h | ~350 h |
| Chamada 1:1 em 720p (até 1,08 GB/h) — piso | 9,2 h | 13,8 h | 23,1 h | 32,4 h | 46,2 h |
| Páginas de ~2,62 MB (mediana de 2.624,63 KB) | ~3.800 | ~5.700 | ~9.500 | ~13.300 | ~19.100 |
Três perfis somados, com a conta aberta
Uma linha isolada não decide plano nenhum. Ninguém só assiste, ou só ouve: o mês é a soma. Esta é a única seção em que as quantidades se somam, e elas se somam aqui porque cada item recebe a sua própria fatia do mês, e não a franquia inteira.
Montei três perfis. Os parâmetros de cada um são escolha minha e estão escritos na célula — inclusive a qualidade da chamada de vídeo, que muda entre os perfis —, para você trocar pelos seus. Dia contado em 30 dias no mês; semana, em 30 ÷ 7 = 4,2857 semanas.
Os itens de vídeo entram pelo teto publicado; os de chamada, pelo requisito de banda do Zoom, que leio como teto; música e navegação, por valor aproximado. Por isso o total não é ponto nem limite: na parte de vídeo e de chamada, o mês real tende a não encostar nele; na parte de música e de navegação, pode passar. Ele serve para ordenar os perfis, não para cravar o mês. E é a soma das quatro células da coluna, como elas aparecem — que dá o mesmo resultado de rodar a conta com os valores cheios.
O terceiro perfil não fecha em nenhum plano, nem no maior. Mantive assim porque a conta deu assim. Se a entrega real ficar bem abaixo do teto, ele pode caber no Ultra — mas isso é torcida, não planejamento.
| O que entra na conta | Quase tudo no wi-fi | Metade do dia na rua | O celular é o escritório |
|---|---|---|---|
| Vídeo | 15 min/dia, Baixa (até 0,3 GB/h) → até 2,25 GB | 30 min/dia, Média (até 0,7 GB/h) → até 10,50 GB | 1 h/dia, Média (até 0,7 GB/h) → até 21,00 GB |
| Música | 1 h/dia, Normal (~43,2 MB/h) → ~1,30 GB | 1 h/dia, Alta (~72 MB/h) → ~2,16 GB | 2 h/dia, Alta (~72 MB/h) → ~4,32 GB |
| Navegação | 20 páginas/dia de ~2,62 MB → ~1,57 GB | 40 páginas/dia → ~3,15 GB | 80 páginas/dia → ~6,30 GB |
| Chamada de vídeo | 10 min/semana, 1:1 alta qualidade (até 0,54 GB/h) → até 0,39 GB | 20 min/semana, 720p (até 1,08 GB/h) → até 1,54 GB | 5 h/semana, 720p (até 1,08 GB/h) → até 23,14 GB |
| Total no mês | ~5,51 GB | ~17,35 GB | ~54,76 GB |
| Plano que cobre esse total | Start, de 10 GB, com folga | Liberty, de 25 GB — o Plus, de 15 GB, fica abaixo dos 17,35 GB | Nenhum: 54,76 GB passa do Ultra, de 50 GB |
O que pesa é vídeo — e chamada de vídeo, quando ela vira horas
Olhe a tabela dos perfis por coluna e repare onde está o peso. No perfil do meio, o vídeo é 10,50 dos 17,35 GB. No terceiro, a chamada de vídeo sozinha é 23,14 dos 54,76 GB.
A música é o menor item do perfil mais pesado, e em nenhum dos três ela é o maior. Nos dois primeiros, o menor item é a chamada de vídeo — até 0,39 GB e até 1,54 GB —, porque ali ela entra em minutos por semana. No terceiro, em que ela vira cinco horas por semana, passa a ser o maior item de todos. É o parâmetro que muda, não a natureza do app.
A música inteira de um mês — uma hora por dia, em alta qualidade — são cerca de 2,16 GB: menos do que uma única hora de vídeo em HD pode consumir (até 3 GB).
Daí sai o número mais útil desta página inteira:
Vídeo em HD, todo dia, no plano de 50 GB, dá no mínimo 33 minutos por dia. No Liberty, de 25 GB, no mínimo 16 minutos. No Start, de 10 GB, no mínimo 6 minutos.
Uma hora por dia a até 3 GB por hora são até 90 GB no mês. Nenhuma das cinco franquias da tabela de planos tem folga para esse hábito no teto publicado: o Ultra, de 50 GB, só fecharia se a hora de HD ficasse em 1,66 GB, pouco mais da metade do teto. Não é limitação da MOVVA: é aritmética. Franquia de outras operadoras eu não levantei, então não falo delas.
O que isso quer dizer na prática, e é o oposto do que um vendedor diria: antes de subir de plano, abra a configuração de qualidade de vídeo do aplicativo que você mais usa. Entre “Média” e “Alta em HD”, o teto publicado é mais de quatro vezes maior, e em tela de celular muita gente não distingue as duas. Baixar série e podcast no wi-fi, para ver depois, resolve mais que 25 GB extras.
Se o seu mês é irregular — um mês de viagem, um mês inteiro em casa —, o que decide não é o tamanho da franquia: é se a sobra acumula. A MOVVA anuncia gigas acumulativos, e o deck institucional dela fecha a condição e o horizonte: “Pagando até a data do vencimento, seus gigas não utilizados permanecem disponíveis no próximo mês”. O regulamento da oferta, que é onde o teto e a ordem de consumo ficariam, eu não localizei. O que eu consegui e o que não consegui confirmar sobre acúmulo está aqui.
25 GB comparados ao que o Brasil consome
O número que dá escala a tudo isto vem da Anatel. Abri o PDF do Panorama Econômico-Financeiro de Telecomunicações do 2º trimestre de 2026 em 21 de outubro de 2026. Ele traz o consumo médio de dados do SMP em 6,80 GB por usuário, contra 5,82 GB um ano antes, com alta de 16,84% — percentual que o próprio documento publica, não que eu derivei. O consumo total do trimestre aparece como 4,36 bilhões de GB.
A data de divulgação não está no PDF nem na reportagem que o noticiou. Está na página da publicação trimestral da Anatel: ela lista a edição do 2º trimestre de 2026 marcada como “(NOVO - 06/10/2026)” e registra 6 de outubro de 2026 como a sua última modificação. Abri essa página em 21/10/2026.
Comparado com as franquias, e lendo os 6,80 GB como média mensal — leitura minha, não rótulo do documento, como explico na segunda ressalva abaixo:
- Start, 10 GB — 1,5 vez a média
- Liberty, 25 GB — 3,7 vezes a média
- Ultra, 50 GB — 7,4 vezes a média
Quatro ressalvas que mudam o sentido desse 6,80 GB, e por isso não ficam em nota de pé:
É consumo medido, não contratado. Quem tem 25 GB e usa 9 entra na conta da Anatel como 9. A média não diz o que as pessoas compram; diz o que elas gastam — inclusive quem ficou sem franquia no dia 20.
O documento não rotula o período. O gráfico se chama “Consumo por usuário do SMP (GB)” e o quadro, “Consumo médio de dados (GB por usuário)”. Nenhum dos dois diz se é mês ou trimestre. Leio como mensal, e essa leitura é minha, não do rótulo. Se o indicador for trimestral, a média mensal seria cerca de 2,27 GB e os três múltiplos acima triplicam — o do Liberty iria de 3,7 para cerca de 11 vezes.
O denominador, nomeado. Dividindo os 4,36 bilhões de GB por três meses chega-se a 1,45 bilhão de GB por mês. Para dar 6,80 GB por usuário, a base teria de ter cerca de 214 milhões de usuários. Em junho de 2026, último mês do trimestre, a imprensa especializada noticiou 219,83 milhões de linhas de celular e 277,8 milhões de acessos móveis contando IoT (TELETIME, 03/08/2026). Pela base de celular a divisão dá 6,6 GB; pela base com IoT, 5,2 GB. A leitura mensal fecha na ordem de grandeza da base de celular e não na base com IoT — mas qual das duas o relatório usa ele não diz, então isso fica em aberto.
A amostra deixa de fora prestadora de pequeno porte. Quem nomeia esse recorte é a própria Anatel: na página da publicação, que abri em 21/10/2026, a edição de onde saem os 6,80 GB está listada sob o título “PANORAMA ECONÔMICO-FINANCEIRO (concessionárias e não-PPPs)”, e as prestadoras de pequeno porte têm painel próprio, em outra seção da mesma página. Dentro do PDF essa nota de método não aparece — ele traz só os gráficos. Enquadrar-se como prestadora de pequeno porte é comum entre as operadoras virtuais, então a média é do mercado sem elas.
E uma divergência que eu não resolvo: o Panorama do 2º trimestre de 2026 traz 5,82 GB para o 2T25, enquanto o Panorama do próprio 2º trimestre de 2025, que eu também abri, traz 5,56 GB — ali comparado com 5,63 GB do 2T24, em queda de 1,25%. Naquele documento os 5,56 GB aparecem duas vezes, no gráfico e na tabela por unidade da federação, que abre com o Brasil em 5,56. Ou a série foi revista, ou um dos dois documentos está errado. Nenhum dos dois PDFs traz nota de revisão. A página da publicação lista, entre as edições do 3º e do 2º trimestre de 2025, um documento chamado “Panorama Econômico-Financeiro - Retificação Dados UF”: abri e extraí em 21/10/2026, são cinco páginas de série histórica de 1T23 a 1T25, com o consumo do SMP por usuário por estado e o Brasil terminando em 4,58 GB no 1T25. Quer dizer que essa série é retificada — mas a retificação para no 1T25 e não alcança o trimestre em divergência. Registro os dois números e fico com o que o documento de 2026 publica, sem cravar a variação anual por fora dele.
Quanto custa o giga em cada plano
Se a franquia é o que você está comprando, vale ver o preço dela. Isto é só o preço dividido pelos gigas.
De onde vêm os cinco preços: a mesma página 31 do deck institucional da MOVVA, conferida em 21 de outubro de 2026. É documento da empresa, sem endereço público e sem data de emissão — confirme o valor vigente antes de pagar.
O giga fica mais barato quanto maior o plano, e o salto maior está entre o Plus e o Liberty: R$ 6,00 a mais no mês por 10 GB a mais. Entre o Max e o Ultra, 15 GB a mais custam R$ 30,00.
Um aviso sobre comparação: não dá para comparar esta coluna com o preço por GB da Anatel, que o Panorama do 2º trimestre de 2026 publica como R$ 5,36 e chama de proxy de preço do GB no SMP. Ele sai de receita dividida por giga efetivamente consumido; a tabela abaixo divide preço por giga contratado. São dois indicadores diferentes com o mesmo nome, e misturá-los dá conclusão errada.
| Plano | Franquia | Preço | Preço por GB contratado |
|---|---|---|---|
| Start | 10 GB | R$ 58,90 | R$ 5,89 |
| Plus | 15 GB | R$ 73,90 | R$ 4,93 |
| Liberty | 25 GB | R$ 79,90 | R$ 3,20 |
| Max | 35 GB | R$ 96,90 | R$ 2,77 |
| Ultra | 50 GB | R$ 126,90 | R$ 2,54 |
Onde esses números podem errar
Esta seção existe porque sem ela a página seria mais bonita e menos verdadeira.
Requisito de banda não é consumo medido. As chamadas de vídeo da tabela vêm do requisito publicado pelo Zoom: é o que a conexão precisa ter, e o aplicativo pode entregar abaixo disso quando a rede aperta. Trate como teto, sabendo que o teto é meu, não dele.
A mediana de página não é a sua página. Os ~2,62 MB são a mediana no celular do relatório Page Weight do HTTP Archive, crawl de 01/10/2026, em que a mediana publicada é de 2.624,63 KB — consultei a série em 21/10/2026. O relatório mede os sites que o projeto rastreia, não os que você abre. E a mediana não conta o vídeo que começa a tocar sozinho dentro de um feed, que é o que de fato gasta.
Giga decimal e giga binário não são o mesmo giga. Converti tudo a 1.000 MB por GB. Se a franquia for contada a 1.024, todas as horas da tabela ficam cerca de 7% maiores.
A qualidade quem escolhe é o app, não você. No ajuste automático, o aplicativo sobe a qualidade quando a rede está boa. Você pode estar no 4G e consumindo como se fosse wi-fi — e aí saiu da linha da tabela em que você se apoiou.
O número da Netflix é por aparelho. Dois celulares no mesmo plano, assistindo ao mesmo tempo, somam.
Cobertura muda consumo. Sinal fraco gera retransmissão, e vídeo em rede ruim renegocia qualidade o tempo todo. Antes do plano, confira a cobertura no seu endereço: eu mostro em quais painéis da Anatel olhar, e por que o teste que vale mais é usar um chip no seu trajeto. Se o problema é dentro de casa, tem um caminho diferente.
Como medir o seu consumo antes de escolher
Toda esta página é estimativa. O seu consumo real está no seu aparelho agora, de graça, e ele vale mais que qualquer tabela minha.
- Veja o ciclo fechado no seu celular. Android e iPhone têm uma tela de consumo de dados móveis nas configurações, com o total e a lista por aplicativo. O caminho exato muda com a versão do sistema, então procure por “dados móveis” ou “uso de dados” nos ajustes.
- Olhe o aplicativo da sua operadora atual. Ele mostra o consumido no ciclo. Anote três meses, não um: o mês de viagem engana.
- Confira o WhatsApp separado. Ele tem contador próprio, em Armazenamento e dados, na tela de uso da rede.
- Compare com a tabela dos planos. Pegue o maior dos três meses, não a média. Franquia se dimensiona pelo pico, porque é no pico que ela falta.
Se depois disso você ainda ficar entre dois planos, a pergunta certa não é qual tem mais giga. É se existe prazo de permanência preso ao plano escolhido — e se a regra em que você está confiando alcança prestadora de pequeno porte, enquadramento comum entre as virtuais. Esse filtro é o art. 90 do RGC, o Anexo da Resolução Anatel 765/2023: o que ele faz é listar quais dispositivos do regulamento se aplicam a essas prestadoras, e nem todos estão na lista. Conferi a lista no texto do artigo: os arts. 36, 37, 81 e 82 estão; os arts. 31, 38 e 84 não. O portal de legislação da Anatel respondeu com erro (HTTP 520) em 21/10/2026, então a conferência saiu do espelho do ato no DataLegis e de uma cópia independente do mesmo artigo, que coincidem caractere a caractere na lista. A página da Anatel exibe duas redações do art. 90, a original e a retificada: as duas diferem pela inclusão do art. 2º, que tira do regulamento os acessos destinados só a dispositivos de IoT, e nenhum dos artigos citados aqui muda entre elas. O que a regra garante sobre fidelidade e multa está aqui.
O que isso muda na sua escolha
Resumindo o que as tabelas mostram:
- 25 GB dão, no mínimo, 35 horas de vídeo em qualidade média no mês — ou 8 horas em HD, ou 23 horas de chamada de vídeo em 720p, cada uma gastando os 25 GB inteiros. Música em alta qualidade dá cerca de 350 horas, por aproximação e não por piso. E são 3,7 vezes o consumo médio por usuário que a Anatel publica para o 2º trimestre de 2026, se esse indicador for mensal: o documento não rotula o período, a leitura é minha, e o levantamento sai do painel das concessionárias e não-PPPs, sem as prestadoras de pequeno porte.
- 25 GB não cobrem vídeo em HD como hábito diário. Nem 50 GB cobrem, no teto publicado. Quem quer isso precisa de wi-fi, não de plano maior.
- Quem vive no wi-fi está pagando por giga que não usa em qualquer plano acima do Start — e aí o que importa é se a sobra acumula, que é justamente o que eu não consegui fechar no regulamento da oferta.
- Quem faz chamada de vídeo por trabalho tem o maior item da conta ali, e quase nunca sabe disso: no terceiro perfil, ela sozinha passa de 23 GB no mês.
O melhor plano não é o que tem mais giga nem o que tem o giga mais barato. É o que cobre o seu maior mês dos últimos três. Esse número você já tem no celular; os outros desta página são só a tradução.
O que eu não consegui confirmar
- Quanto o YouTube consome por hora na reprodução. O YouTube publica taxa de bits recomendada para envios, com estas palavras, e não publica consumo de reprodução. Tratar o número de envio como teto de referência é leitura minha, não afirmação da fonte.
- Quanto uma hora de rede social consome. Nenhuma das plataformas publica esse número. Estruturalmente, feed de vídeo cai na mesma faixa do vídeo (entre 0,3 e 3 GB por hora conforme a qualidade), mas qual qualidade cada app entrega ao seu aparelho não é publicado por nenhuma delas.
- Quanto uma chamada de vídeo do WhatsApp consome. O WhatsApp não publica número por minuto: a página de cobranças manda consultar a operadora. Usei o requisito de banda do Zoom como referência de ordem de grandeza, que é outra empresa e outro aplicativo.
- Quanto mapas e navegação GPS consomem por hora. Não localizei número publicado pelo Google. Os blocos de mapa são imagens que se baixam uma vez por área, então repetir o mesmo trajeto não repete o consumo — mas isso é raciocínio, não dado.
- Quanto um jogo online consome por hora. Não localizei número publicado. A partida em si troca pacotes pequenos; o que pesa é a atualização, que vem em gigabytes e não tem periodicidade publicada.
- Se os 6,80 GB da Anatel são média mensal ou do trimestre. Abri o PDF do Panorama do 2T26 em 21/10/2026 e o documento não rotula o período em nenhum dos dois lugares onde traz o indicador. A divisão do total por três meses indica mensal, mas a conta é minha — e os múltiplos de franquia desta página dependem dessa leitura.
- Qual base de “usuário” o Panorama usa. Para os 6,80 GB fecharem como média mensal, a base teria de ter cerca de 214 milhões de usuários — perto dos 219,83 milhões de linhas de celular de junho de 2026 e longe dos 277,8 milhões de acessos com IoT. O relatório não diz se exclui M2M/IoT.
- Se a MOVVA se enquadra como prestadora de pequeno porte. Que a média da Anatel exclui esse porte, a própria agência diz no título da seção em que publica a edição, aberta em 21/10/2026. O que eu não tenho é documento que diga em que porte a MOVVA está — é enquadramento comum entre as virtuais, e é o mesmo filtro que decide quais artigos do RGC são exigíveis dela, pelo art. 90. Confirme no 1331.
- A divergência do consumo do 2T25. O Panorama do 2T26 traz 5,82 GB para o 2T25; o Panorama do 2T25, que eu também abri, traz 5,56 GB, no gráfico e na tabela por estado. Nenhum dos dois PDFs traz nota de revisão de série. A página da publicação lista, entre as edições do 3T25 e do 2T25, um documento chamado “Panorama Econômico-Financeiro - Retificação Dados UF”: abri em 21/10/2026, são cinco páginas de série histórica de 1T23 a 1T25, com o Brasil terminando em 4,58 GB no 1T25. Ou seja, a Anatel retifica essa série — mas a retificação não alcança o trimestre em divergência.
- O recorte por estado do consumo médio, na edição mais nova. Extraí o texto dos dois PDFs em 21/10/2026. O Panorama do 2T26 não traz consumo por unidade da federação: as suas duas páginas por estado trazem proxy-preço e ARPU, de SMP e de SCM. Quem traz é o Panorama do 2T25, em tabela com texto legível — “Consumo SMP por usuário (em GB)”, com o Brasil em 5,56 GB — e também a Retificação Dados UF, que vai de 1T23 a 1T25. O recorte por estado existe, portanto, mas não na edição de que esta página tira os 6,80 GB, e por isso não comparo franquia com média estadual.
- A data do deck. Os cinco nomes, as cinco franquias e os cinco preços saem da página 31 do deck institucional da MOVVA, conferida em 21 de outubro de 2026. O deck não traz data de emissão nem número de versão: é a melhor fonte que eu tenho sobre preço e ainda assim não se data sozinha. Confirme na página de contratação antes de pagar.
- O que acontece quando a franquia acaba. Se a velocidade é reduzida, se o acesso é bloqueado ou se há pacote extra pago, e a que preço, não consta do material de planos que eu li. Está no regulamento da oferta, que eu não localizei. Pergunte por escrito antes de contratar — é o custo de errar o plano para baixo.
- Até quando vale o saldo acumulado da MOVVA. O deck institucional fecha a condição — pagar até a data do vencimento — e o horizonte — o próximo mês. O regulamento da oferta, onde ficariam teto e ordem de consumo, eu não localizei, e o que sobrou em janeiro ainda estar lá em março é a pergunta que nenhum material da empresa responde.
- Se o GB da franquia MOVVA é contado a 1.000 MB ou a 1.024 MB. Isso muda todas as horas desta página em cerca de 7%. Não localizei a definição no material da empresa.
- Se existe qualquer gestão de qualidade de vídeo na rede usada pela MOVVA. Operadora pode limitar resolução de streaming por política de oferta, e isso mudaria o consumo por hora na prática. Não localizei o regulamento da oferta que trate disso.
- Nenhum número desta página foi medido por mim na rede da MOVVA. São contas sobre o que as plataformas publicam. O chip que eu pedi em 20 de outubro de 2026 chegou em 27 de outubro, mas eu ainda não medi nada em campo — e medição em campo é outra coisa.
Fontes
- Netflix — Como controlar o uso de dados do Netflix (consumo por hora por aparelho, publicado como "até"; consultado em 21/10/2026)
- Spotify — Qualidade do áudio (bitrates publicados como aproximados; podcast a ~96 kbit/s e 128 kbit/s no web player; consultado em 21/10/2026)
- Zoom — Requisitos de sistema e largura de banda recomendada para vídeo (requisito de banda, não consumo medido; consultado em 21/10/2026)
- YouTube — Configurações de codificação recomendadas para envios: "as taxas de bits abaixo são recomendações para envios" (consultado em 21/10/2026)
- HTTP Archive — relatório Page Weight (consultado em 21/10/2026)
- HTTP Archive — série de dados do relatório: mediana no celular de 2.624,63 KB no crawl de 01/10/2026 (série consultada em 21/10/2026)
- Anatel — Panorama Econômico-Financeiro de Telecomunicações, 2º trimestre/2026 (PDF aberto e extraído em 21/10/2026: 6,80 GB por usuário, 5,82 GB no 2T25, +16,84%, 4,36 bilhões de GB, proxy de R$ 5,36 por GB; 5 páginas, sem recorte de consumo por estado)
- Anatel — Panorama Econômico-Financeiro de Telecomunicações, 2º trimestre/2025 (PDF aberto e extraído em 21/10/2026: 5,56 GB por usuário no 2T25, contra 5,63 GB no 2T24; traz tabela "Consumo SMP por usuário (em GB)" por estado, com o Brasil em 5,56)
- Anatel — Panorama Econômico-Financeiro - Retificação Dados UF (PDF aberto e extraído em 21/10/2026: 5 páginas, "Série Histórica Indicadores | 1T23 - 1T25", com "Consumo SMP por usuário (em GB)" por estado e o Brasil em 4,58 GB no 1T25 — série que não alcança o 2T25)
- Anatel — Panorama Econômico-Financeiro, página da publicação trimestral (aberta em 21/10/2026: lista a edição do 2º trimestre de 2026 como "(NOVO - 06/10/2026)", com última modificação em 06/10/2026, sob o título "PANORAMA ECONÔMICO-FINANCEIRO (concessionárias e não-PPPs)"; as prestadoras de pequeno porte têm seção separada na mesma página)
- TELETIME — Preço médio do GB móvel cai 13% em um ano, aponta Anatel (07/10/2026)
- TELETIME — Serviço móvel fica mais caro e banda larga mais barata, mostra Anatel (07/10/2025; informa que o levantamento considera apenas operadoras que não são Prestadora de Pequeno Porte)
- TELETIME — Mercado móvel, chips de junho de 2026 (03/08/2026: 219,83 milhões de linhas de celular e 277,8 milhões de acessos com IoT)
- Anatel — RGC, Anexo da Resolução nº 765/2023, art. 90 (filtro de prestadora de pequeno porte; página canônica, que respondeu HTTP 520 em 21/10/2026)
- Resolução Anatel nº 765/2023 — espelho do ato no DataLegis, com o Anexo integral; usado para conferir a lista do art. 90 em 21/10/2026, porque a página canônica estava fora
- Resolução Anatel nº 765/2023 — cópia independente na LegisWeb, conferida contra o espelho acima: as duas coincidem caractere a caractere na lista do art. 90 (21/10/2026)
- WhatsApp — Sobre as cobranças do WhatsApp (remete o consumo de dados à operadora)
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